da série "minha vida não dá um filme, mas tem trilha sonora".
bem, eu tenho certeza que você já assistiu ao filme pequena miss sunshine [caso contrário, favor retirar-se educadamente deste blog no sentido de estar indo até a locadora mais próxima]. não sei se você se lembra, mas a trilha sonora é fantástica, foi para o oscar e tudo e tal. bem, grande parte da qualidade do som do filme é responsabilidade de uma banda russa chamada devotchka, palavra que pode ser traduzida para "menina jovem".
essa how it ends é uma das principais e, embora aparece sem letra no filme, é linda demais nas duas versões.
aqui, com vocês, o clipe original.
Quinta-feira, Maio 24
oração de tinta
da série “leituras que valem mais do que eu pude pagar”.
você já viajou de trem ao lado de uma pessoa que ri alto por
causa de um livro? bom, quem pegou o mesmo vagão que eu nos últimos dias viu
esta cena. poucas vezes me diverti tanto como na leitura de tia júlia e o
escrevinhador, do mario vargas llosa. deste peruano nobel de literatura, já
tinha lido cartas a um jovem escritor, livro que ganhei num concurso literário
da Petrobras e que me influenciou muito.
mas este aqui é uma obra-prima.
mario vargas llosa repassa dois importantes personagens da
sua juventude: um boliviano pigmeu autor de radionovelas com quem trabalhou no
início da carreira de jornalista e a irmã de seu tio, por quem ele acaba se
apaixonando.
não só os personagens peruanos caricatos me fizeram rir, mas
a ironia com que o livro é feito. não é à toa que este cara levou o nobel,
alguns trechos são verdadeiros patrimônios da humanidade, como aquele no qual o
autor de novelas começa a descrever os argentinos [que ele odeia] e um conto
inserido no livro sobre um matador de ratos.
aliás, a história central é entrecortada por contos
inacabados por perguntas que, tenha paciência e verás, são respondidas no final
do livro em uma página que amarra toda a[s] história[s].
fantástico.
previously: fringe, quarta temporada
da série "ao vivo, direto da spoilerlândia".
não é fácil assistir ao seriado fringe. se na primeira temporada o inimigo era a massive dynamic e, na segunda e terceira, o mundo que existe no universo paralelo, na quarta que estou assistindo, o "inimigo" é um universo contado em outra linha do tempo. ou seja, além do nosso universo [vamos tratá-lo de número um], do outro universo [número dois], existe um terceiro, pois, como já foi dito e redito na série, existem infinitos universos.
admiro muito os criadores e roteiristas desta série porque, diferente de lost [que é filho do mesmo pai] e de arquivo x [outra brilhante série], fringe dá muitas respostas. o problema é que, como diz olivia dunham [a majestosa anna torv], "algumas respostas levam a outras perguntas".
manter uma história que faça algum sentido, ainda que no mundo fantasioso da ciência+religião+policiais, é uma tarefa difícil. e eles conseguem, me deixam até madrugada vendo peter, olivia e walter explicarem coisas sobre as quais eu nunca tinha ouvido.
e para quem ainda não foi pego pelo vírus, fica o vídeo.
não é fácil assistir ao seriado fringe. se na primeira temporada o inimigo era a massive dynamic e, na segunda e terceira, o mundo que existe no universo paralelo, na quarta que estou assistindo, o "inimigo" é um universo contado em outra linha do tempo. ou seja, além do nosso universo [vamos tratá-lo de número um], do outro universo [número dois], existe um terceiro, pois, como já foi dito e redito na série, existem infinitos universos.
admiro muito os criadores e roteiristas desta série porque, diferente de lost [que é filho do mesmo pai] e de arquivo x [outra brilhante série], fringe dá muitas respostas. o problema é que, como diz olivia dunham [a majestosa anna torv], "algumas respostas levam a outras perguntas".
manter uma história que faça algum sentido, ainda que no mundo fantasioso da ciência+religião+policiais, é uma tarefa difícil. e eles conseguem, me deixam até madrugada vendo peter, olivia e walter explicarem coisas sobre as quais eu nunca tinha ouvido.
e para quem ainda não foi pego pelo vírus, fica o vídeo.
lutando contra o que não tem remédio
da série "fiquei doente e quero minha mãe por perto".
acho que foram poucas horas as suficientes para que o vírus da gripe - ou da tuberculose, ainda não sei - se espalhasse pelo corpo, como óleo derramado sobre o mar, incluindo vazamentos e sensações de invalidez. foi o sol que me acordou na Lapa paulistana, o cheiro de doença veio rápido como uma crise de tosse metálica que odeio e que me visita pelo menos uma vez por ano.
as mãos portenhas que descobriram a febre, ¿cuánto tiempo de vida tengo todavía?, perguntei achando que gripe combinada com daltonismo mata mais rápido que manga com leite. ele riu e disse que ia fazer um remédio que o abuelo de não sei quem tinha ensinado. ri e pensei que ficar doente assim vale mais do que ser saudável longe do mundo.
gosto do frio, especialmente deste que tem feito em sampa. fiquei no quarto, terminei um artigo para a editora, revisei uma tradução e voltei a dormir.
ficar doente, ainda que seja de uma gripe mal curada, é um desânimo. é sensação de morte, parece que alguém vai trazer uma cadeira de rodas a qualquer momento, dá vontade de ligar para parentes e amigos em despedida final. em momentos assim, existe uma esperança chamada youtube: reveja apresentações de artistas queridos, fique com a caneca de chá por perto e passe bem um dia de descanso.
nestes 30 anos da morte de elis, uma ótima oportunidade para ouvir, ouvir e ouvir suas músicas. se isto não cura, porra, o que será que salva, então?
Segunda-feira, Maio 21
um argentino universal
da série "caramba, você só fala sobre livros?!".
e conversando com um amigo, chegamos à uma conclusão mais do que lógica e imbecil: somos livréflos - a correspondente literária ao significado de cinéfilo. isso não era tão óbvio quanto meu novo corte de cabelo moicano, mas também não tão obtuso quanto a sexualidade dos chamados bissexuais [sempre quis usar a palavra obtusa, que é obtusa e charmosa. grato pela oportunidade].
sou livréfilo. assumo. gosto dos livros pelo conteúdo, pela capa, pelo espaço que ocupam na minha mente e estante. e só um livréfilo compra tantos livros estando na categoria dos desempregados [hoje, quando fui correr, passei em frente a um sebo no centro de jundiaí, tentação do demo que não sabia existir por aqui... tradução: estou falido].
o livro do borges, o livro de areia, que abriu a já comentada coleção da folha de s.paulo eu li com a rapidez de uma punheta, e achei tão prazeroso quanto [e sem a necessidade de ter uma toalha por perto].
jogos sexuais linguísticos de lado, gostei tanto deste livro de contos quanto do la cifra, que é de poesias, e que li ano passado. a maioria dos contos deste novo é sobre a língua e a linguagem ou sobre personagens atormentados que a estudam. quase sempre tem idioma, aprendizado e velhice envolvidos nas histórias.
adquiri o chatérrimo costume de anotar trechos que mais gosto, numa rebeldia contra rabiscar livros - prática que até ontem adorava - e numa nostalgia pela arte de escrever com os dedos e não apenas com a ponta deles sobre o teclado. alguns trechos estão aqui, mas em minúsculas, que acho mais charmoso assim:
"não existe um único povoado na província que não seja idêntico aos demais, até no fato de se acreditar diferente." [me pergunto se isto vale para os seres humanos...]
"existirá na terra algo sagrado ou algo que não o seja?" [talvez os povoados citados no outro trecho...]
"os anos não modificam nossa essência, se é que temos alguma." [a minha, claro, é de morango.]
cores de franny glass, cores
da série "restondoté".
uma das coisas boas de viajar é trazer músicas e livros até então desconhecidos - e que você provavelmente nunca conheceria se não saísse do seu mundinho. de quando estive em montevideo estive em contato com artistas maravilhosos do som, imagem e encenação [já falei aqui sobre uma peça de teatro feita dentro de um ônibus que caminha pela capital uruguaya enquanto a história se desarrolla, uma experiência interessantíssima].
das livrarias que visitei por lá, com certeza la lupa é das minhas preferidas. linda e charmosa, me deixou muito mais pobre [coisa difícil de acontecer, tendo em vista minhas limitações financeiras sempre agressivas]. mas valeu a pena - e as penas - porque pude conhecer o projeto casa tomada deles, uma antologia dos novos cantores que se apresentam na própria livraria. voltei com os álbuns 2010 e 2011 e tenho escutado muito tudo [foi dentro de um cd antológico da livraria fnac de portugal que conheci deolinda, uma das minhas bandas amadas e que, se darwin permitir, verei ao vivo antes do óbito].
no site da livraria la lupa, encontrei uma preciosidade: moni jaume cantando esquadros, da calcanhotto!
já postei aqui e ali sobre o projeto si no puedo bailar, especialmente sobre o álbum não moro mais, que traz canções da drica em espanhol, cantadas por hermanos e uma releitura na nossa língua cantada por uma portuguesa [ou algo da vizinhança]. o franny glass, que é uruguayo - eu acho - canta escuadras. também coloco aqui porque ficou linda traduzida e me gustan los opuestos.
uma das coisas boas de viajar é trazer músicas e livros até então desconhecidos - e que você provavelmente nunca conheceria se não saísse do seu mundinho. de quando estive em montevideo estive em contato com artistas maravilhosos do som, imagem e encenação [já falei aqui sobre uma peça de teatro feita dentro de um ônibus que caminha pela capital uruguaya enquanto a história se desarrolla, uma experiência interessantíssima].
das livrarias que visitei por lá, com certeza la lupa é das minhas preferidas. linda e charmosa, me deixou muito mais pobre [coisa difícil de acontecer, tendo em vista minhas limitações financeiras sempre agressivas]. mas valeu a pena - e as penas - porque pude conhecer o projeto casa tomada deles, uma antologia dos novos cantores que se apresentam na própria livraria. voltei com os álbuns 2010 e 2011 e tenho escutado muito tudo [foi dentro de um cd antológico da livraria fnac de portugal que conheci deolinda, uma das minhas bandas amadas e que, se darwin permitir, verei ao vivo antes do óbito].
no site da livraria la lupa, encontrei uma preciosidade: moni jaume cantando esquadros, da calcanhotto!
já postei aqui e ali sobre o projeto si no puedo bailar, especialmente sobre o álbum não moro mais, que traz canções da drica em espanhol, cantadas por hermanos e uma releitura na nossa língua cantada por uma portuguesa [ou algo da vizinhança]. o franny glass, que é uruguayo - eu acho - canta escuadras. também coloco aqui porque ficou linda traduzida e me gustan los opuestos.
Sábado, Maio 19
manhê, tem livro novo na sala
da série “justo agora?!”
estou com uma birra incurável da folha de s.paulo. desde que
pedi demissão de um emprego no final do ano passado, o jornal lançou duas
coleções que mexeram muito com minha cabeça [e, paralelamente, com meu bolso
desempregado]. a primeira, de cinema europeu com altíssimo nível e depois, uma
de fotografias antigas. onde já viu lançar justo agora uma de literatura ibero-americana?!
injusto e necessário.
a coleção já está no sexto volume e já teve os argentinos
borges e ernesto sabato, o espanhol lorca, o português antónio lobo antunes e o
peruano mario vargas llosa. pela frente virão nomes como saramago [port],
hamilton hatoum [bra], ricardo piglia [arg] e até um inédito do pablo neruda
[chi].
além da belíssima lista, essa coleção tem um trabalho
gráfico que me deixou literariamente excitado [eu disse “literariamente” e não
“literalmente”]. as capas foram escolhidas com muito cuidado, ótimo casamento
com o conteúdo, queria eu ter feito isso!
o papel no qual foi feita a impressão é aparentemente mais
simples [e por isso, mais barato]. sempre me incomodou no mercado brasileiro de
livros o preço. em outros países, como espanha e argentina, você encontra
opções mais baratas porque têm ótimo acabamento em matéria-prima mais simples.
afinal, o que importa é ler.
parabéns, folha de s.paulo, conseguiu me deixar pobre.
mais inteligente e mais pobre.
Terça-feira, Maio 15
i got your love
da série "som e fúria".
não gosto de reggae. só aceito bob marley nas versões do gilberto gil. mas este que conheci na argentina eu ouço todo dia, cantado pelo sie7e - nome bem legal que eu queria ter inventado.
não gosto de reggae. só aceito bob marley nas versões do gilberto gil. mas este que conheci na argentina eu ouço todo dia, cantado pelo sie7e - nome bem legal que eu queria ter inventado.
Sábado, Maio 12
prometeu, não leu... já sabe o resto
da série "grandes filmes parecidos com outros que amamos antes da estreia".
óquei, lembra um pouco do alien, do alien - a ressurreição, do alien versus predador e do alien corram que a polícia vem aí [que não existe, mas poderia], mas quero demais ver prometheus, filme de ficçãoe muita ação e loucas aventuras hoje, após vale a pena ver de novo que estreia em junho. não dá para falar muito, mesmo porque não sei, apenas que é idealizado pelo ridley scott que tem no currículo títulos como gladiador, thelma e louise e hannibal [e outros muitos, mas nem precisa, né?].
óquei, lembra um pouco do alien, do alien - a ressurreição, do alien versus predador e do alien corram que a polícia vem aí [que não existe, mas poderia], mas quero demais ver prometheus, filme de ficção
transformers, cadê vocêêêês?
da série "cinema de destruição: ainda bem que não matam brésileiros no filme".
preiso ler mais sobre cinema ou as pessoas precisam me avisar quando a rihanna estiver dentro de um filme de ação interplantéria [sim, você leu certo]. fui assistir com o rubens ao filme de destruição mais recente, battleship, baseado no jogo de tabuleiro batalha naval [sim, você leu certo]. ocorre que, além do filme ser bem feitim, a rihanna está muito boa no papel de uma integrante das forças armadas dos estados unidos... sim, você leu certo.
nestes filmes onde a terra - este planeta ocasional - é destruída, sempre torço para os inimigos dos humanos, seja um lagartão do tipo jurassic park ou godzila, seja a vez dos homens palmeirenses da via láctea, como no independence day e sinais. neste, como percebi que os humanos iam vencer outra vez, acabei torcendo por meus conterrenses [do latim: conterrâneo de mesmo planeta terra]. afinal, escolha certa é a escolha do lado dos vencedores [até mesmo porque et não lê meu blog].
o filme tem todos aqueles efeitos especiais de última geração, a história é óquei, mas gostei mesmo de algumas tiradas. e da presença do vampiro eric, de true blood [também chamado de alexander skarsgard pela família].
umas dúvidas, porém, me acompanharão a vida toda, a não ser que encontre o diretor um dia [coisa difícil de acontecer, pois ele não tem viagem programada para jundiaí, conforme nos adiantou a assessoria de imprensa do rapaz]. mas, cuidado, nas minhas dúvidas há spoiler:
1. por que a rihanna não cantou nenhuma musiquinha, nem mesmo quando o navio dela começou a afundar? nem uma we found love ou mesmo a já ultraescutada disturbia... coisa chata, falta de consideração com os fãs...
2. quando aqueles velhinhos reaparecem na história, por que ninguém pensou em jogá-los contra os alienígenas? programa de reciclagem intergalática já!
3. se os extraterrenos tinham naves capazes de viajar cosmos e mais cosmos, por que não conseguiam fazer uma ligaçãozinha pra casa? vai me dizer que o 3G do planeta deles não presta?
4. por que ninguém chamou os transformers?
se quiser, o trailer tá mais ou menos aqui, ó:
preiso ler mais sobre cinema ou as pessoas precisam me avisar quando a rihanna estiver dentro de um filme de ação interplantéria [sim, você leu certo]. fui assistir com o rubens ao filme de destruição mais recente, battleship, baseado no jogo de tabuleiro batalha naval [sim, você leu certo]. ocorre que, além do filme ser bem feitim, a rihanna está muito boa no papel de uma integrante das forças armadas dos estados unidos... sim, você leu certo.
nestes filmes onde a terra - este planeta ocasional - é destruída, sempre torço para os inimigos dos humanos, seja um lagartão do tipo jurassic park ou godzila, seja a vez dos homens palmeirenses da via láctea, como no independence day e sinais. neste, como percebi que os humanos iam vencer outra vez, acabei torcendo por meus conterrenses [do latim: conterrâneo de mesmo planeta terra]. afinal, escolha certa é a escolha do lado dos vencedores [até mesmo porque et não lê meu blog].
o filme tem todos aqueles efeitos especiais de última geração, a história é óquei, mas gostei mesmo de algumas tiradas. e da presença do vampiro eric, de true blood [também chamado de alexander skarsgard pela família].
umas dúvidas, porém, me acompanharão a vida toda, a não ser que encontre o diretor um dia [coisa difícil de acontecer, pois ele não tem viagem programada para jundiaí, conforme nos adiantou a assessoria de imprensa do rapaz]. mas, cuidado, nas minhas dúvidas há spoiler:
1. por que a rihanna não cantou nenhuma musiquinha, nem mesmo quando o navio dela começou a afundar? nem uma we found love ou mesmo a já ultraescutada disturbia... coisa chata, falta de consideração com os fãs...
2. quando aqueles velhinhos reaparecem na história, por que ninguém pensou em jogá-los contra os alienígenas? programa de reciclagem intergalática já!
3. se os extraterrenos tinham naves capazes de viajar cosmos e mais cosmos, por que não conseguiam fazer uma ligaçãozinha pra casa? vai me dizer que o 3G do planeta deles não presta?
4. por que ninguém chamou os transformers?
se quiser, o trailer tá mais ou menos aqui, ó:
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